DESTINO

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 Açucena, menina pequena

A correr pelos campos salpicados de luz da manhã

Açucena, menina amor.

Tão doce menina

Com cheiro de flor

Tal qual borboleta saiu a voar

Voou pela vida, em baile alado

No azul do desejo, no ensejo de encontrar

O amor destinado, pretendido e sonhado

Do outro lado do mar.

Açucena moça não esqueceu

O que seu coração contou, sobre as coisas de lá.

Coração magoado chorava calado

A saudade de alguém

Um destino, talvez, por anjos traçado

Um caminho de luz, um sopro de vida

Uma caminhada interrompida?

Olhando o horizonte, à beira da praia

Açucena perdida a sonhar entretida

Sentiu que as ondas bradavam a te chamar

Deitou-se nas águas e  lavou sua mágoa.

À  fluída sorte, deixou-se ficar.

Banhada em espumas, sentia-se mais forte.

Ao vento de lua e luz de trovão

Mergulhou no escuro da noite sem muro

E vagou em desatino a nadar por instinto

Do seu coração

Noites inteirinhas e dias também

Quanto mais avançava, mais feliz sentia

E o continente distante,  mais perto ficava.

Açucena, menina moça

Açucena moça,

Moça em flor.

E a flor mergulhada em brancas espumas

Bailava no mar em ondas dançantes…

Sereia Açucena

A cantar sua sina

Nas águas do mar.

Açucena destemida

Encontra seu lar

Sereia mulher

Borboleta perdida, coração lusitano

Pousada na cama, dança e sorri.

É  flor marrom, a borboletear

Nas brancas espumas dos lençóis de cetim.

 

Aparecida Dias de Oliveira Torres

 

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