LIVRO – A Atuação do Gestor Escolar e sua Influência no Clima Organizacional

As  relações interpessoais no ambiente escolar pode ser uma proposta a ser implementada no PPP da escola?

Convido você a ler este livro e pensar sobre o assunto.

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Prezados amigos e seguidores,

O meu livro sobre Gestão Escolar já está publicado pela NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS. Quem interessar pode adquiri-lo, pode fazê-lo por meio da NEA que o remeterá à More Books. Em breve poderá ser encontrado na Amazon também.

Partilho com todos os interessados esse projeto que foi desenvolvido com muito carinho.

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Um forte abraço,

Aparecida Dias  (a autora)

 

 

 

 

 

 

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DESTINO

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 Açucena, menina pequena

A correr pelos campos salpicados de luz da manhã

Açucena, menina amor.

Tão doce menina

Com cheiro de flor

Tal qual borboleta saiu a voar

Voou pela vida, em baile alado

No azul do desejo, no ensejo de encontrar

O amor destinado, pretendido e sonhado

Do outro lado do mar.

Açucena moça não esqueceu

O que seu coração contou, sobre as coisas de lá.

Coração magoado chorava calado

A saudade de alguém

Um destino, talvez, por anjos traçado

Um caminho de luz, um sopro de vida

Uma caminhada interrompida?

Olhando o horizonte, à beira da praia

Açucena perdida a sonhar entretida

Sentiu que as ondas bradavam a te chamar

Deitou-se nas águas e  lavou sua mágoa.

À  fluída sorte, deixou-se ficar.

Banhada em espumas, sentia-se mais forte.

Ao vento de lua e luz de trovão

Mergulhou no escuro da noite sem muro

E vagou em desatino a nadar por instinto

Do seu coração

Noites inteirinhas e dias também

Quanto mais avançava, mais feliz sentia

E o continente distante,  mais perto ficava.

Açucena, menina moça

Açucena moça,

Moça em flor.

E a flor mergulhada em brancas espumas

Bailava no mar em ondas dançantes…

Sereia Açucena

A cantar sua sina

Nas águas do mar.

Açucena destemida

Encontra seu lar

Sereia mulher

Borboleta perdida, coração lusitano

Pousada na cama, dança e sorri.

É  flor marrom, a borboletear

Nas brancas espumas dos lençóis de cetim.

 

Aparecida Dias de Oliveira Torres

 

Pedido de Natal

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Todos os Natais eu vejo no céu

Uma estrela radiante a brilhar

Fico te esperando, Papai Noel,

Com seu trenó, cá na terra chegar.

E cheio de presentes e sonhos

Uma a uma das crianças entregar.

Tenho frio, tenho fome

Tenho irmãozinhos pra cuidar.

Meu pai se foi pra junto das estrelas,

Minha mãe, dia e noite, a trabalhar.

Trabalha longe… na cidade,

Numa fábrica com máquinas que não sabem descansar.

Tantas horas de metrô a viajar:

Sai antes do sol e regressa quando já dormi.

Às vezes vai mais tarde e toda a noite fica por lá,

Não pode vir.

O pequenino chora e tenho eu de acudir.

Vou à porta, olho a rua,

Choro de tristeza e saudades.

Mamãezinha, porque não chega?

Eu tenho medo de não conseguir

Acalentar meu irmãozinho

Que quer teu colo pra dormir.

Papai Noel, se puder nos atender,

Venha logo.

Neste Natal, não precisa de presente:

Traga nossa mãe pra casa

E um pai pra cuidar da gente.

(Aparecida Dias)

Segredos escondidos

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Dança  o vento em redemoinhos

No findar de um inverno

A cheirar mato seco.

Agostina o céu em suave sopro azul de pipa

Gingante no ar.

Na ponta do fio, miúdas mãos sorridentes,

Meninos ventantes

Encantam-se com os velozes peixes voadores

Que beijam as nuvens e voltam a mergulhar.

Brilham os pequenos olhos em papel de seda

E as estrelas no chão

Em grafites grãos de ferro em pó.

Pés de moleque levantam poeira

Na dança do vento e pipa de agosto

No riso disposto da infância dançante.

 

Os ventos nos montes sussurram as lendas,

Contam os segredos das gentes de cá:

A cobra gigante debaixo dos pés,

A procissão dos santos comprida de fé.

Abrem as janelas em prosa drummondiana

Espalham poesia pelas calçadas,

Levantam as saias das moças distraías

E rolam risonhos pelas descidas

Das ruas de ferro de Itabira.

 

Os olhos dos meninos espiam o futuro

Soprado no vento

No Vale dos sonhos,

Nas serras das Gerais.

 

E canta o vento…

Assobia uma canção de ninar.

Dorme, criança, no colo de mãe.

Filhos da luta

Cansados da labuta

E de estrelas no olhar.

Ita da rua

Brilho de lua

Barco de velas que navega sem mar.

Vento de agosto, moleque brincante

Repousa cansado, deitado ao lado

Do  sossego da noite.

 

(Aparecida Dias)

Poema premiado na Seleção Nacional de Poesias – Semana Drummondiana – 2016.