Vida caipira

Oscar_Pereira_da_Silva_-_Cozinha_na_Roça

Galo no terreiro

acorda, bem cedo, o caipira.

Homem madrugador, por Deus abençoado

Põe -se a caminho pro trabalho no roçado

Antes que o sol desponte

Radiante

A beijar o campo e aquecer o diamante

que a noite esculpiu em sereno na flor.

Labuta

sem culpa

Resigna a dor…

Contempla o tempo

A vida que Deus lhe deu.

Gota de orvalho no róseo capim meloso

Penachos coloridos no campo

que anunciam um inverno rigoroso.

O vento frio a soprar

e a encher o terreiro de plumas rosadas.

O frio,

O vento,

O alecrim…

O pasto de verde rosado capim.

O caboclo labuta desconfiado

A luta diária

E seu pouco salário

Tostão a tostão no bolso contado.

Se falta-lhe o pão

ele roga aos céus

e retorna à lida alienado.

Vez por vez

Trevez…

Enche a casa a filharada.

Semente na terra lançada.

A cada rebento uma enxada.

Família grande é sinal de farta colheita.

Sob o sol,chuva ou lua.

Não há tempo mal ou reviço que rejeita.

Mas, se falta-lhes o pão…

Eles fazem promessas

Fazem oração.

E pobres, coitados

Retomam a lida, alienados.

Aparecida Dias

 

 

 

 

 

 

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