Ordenha

vaqueiro

Um mugido corta o silêncio

da madrugada.

Seguido de outros mugidos

famintos da bezerrada

A neblina esconde

a aflita mãe que não para de berrar

Berra choroso

o pequeno boizinho querendo mamar.

Aboia o vaqueiro

ao pé da porteira

a preparar o curral.

O couro trançado,

a peia original

capim picado,

ração para o gado.

Banqueta perneta pra se sentar.

Bezerro mama pouquinho e tem de esperar.

O leite tão branco

a crescer espumante

do balde ao latão.

Terminado o ofício  do pobre vaqueiro

a mãe lambe o filho

a tocar com carinho , em banho de pelo.

 

Aparecida Dias

Imagem de: Wilson Vicente.
Disponível em:
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/67/76/2b/67762b6936c6a69c8e877bab5a85bc1b.jpg

 

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