O arado

 

arado

Um risco comprido

sulcado no chão

Forma-se atrás dos bois atrelados.

Pensantes bois cabisbaixos

a caminhar lado a lado.

Na extensão dos bois cansados

Um homem e um arado.

Os pés na terra e o arado nas mãos.

O sal que escorre líquido em sua testa

Molha o chão e fertiliza a terra.

No vai e vem sem fim da lavoura

Riscando o chão

bois e homem se entreolham.

Sabem o segredo dessa geometria.

Entende, o boi, o cantar do arador.

E assim cantando sob o sol e o arado

Bois e homem pousam cansados

a falar a mesma língua gemida.

A trabalhar, cúmplices da terra,

cultivadores da vida.

Aparecida Dias

Créditos da imagem: Angel Feliciano: http://www.artelista.com/obra/1928651922308219-jibaroarandoenpuertorico.html

 

 

 

 

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