Janelas

janela 2

Há um horizonte azul

A refletir no espelho do meu quarto

Vejo linhas ondulantes a desenhar

O céu…

As montanhas…

O sol…

O meu sonhar.

O perfume suave do verde em folhas orvalhadas

Vem nos braços do vento

E despenteiam os cabelos meus

Sobre os olhos curiosos

A fitar, da janela, o infinito azul.

Doura-me os fios esvoaçantes  o sol

E o doce delicado da amora

Molha os lábios meus.

Este manifesto de suaves cores,

Fragrância e sabores

Revelam o amanhecer

No seio natural,

Nos vales do meu quintal.

Vejo além do azul, além do sol,

Além das montanhas transponíveis

Outro horizonte

Outro vale

Outro instante.

Outro sorriso em outra janela

E o sol a dourar os fios prateados

Que se deixam despentear.

Um sorriso meigo, tal qual estrela cadente

Que risca o céu a brilhar

Vejo teus olhos estrelas

Brilhantes a fitar-me.

E a emoção que sinto nesta manhã tão bela

É ver-te ao longe através de minha janela.

Aparecida Dias

 

 

 

 

 

 

 

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2 pensamentos sobre “Janelas

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