Sombras

À  sombra dos dias  que  passaram,

Fiquei!

A velocidade dos ponteiros afastou-te de mim

É no somar das horas que percebo a demora de reencontrar-te

Quanto mais o tempo passa

Mais distante ficas, enfim

As lembranças teimam em ficar

E vagueiam o meu pensamento

Ora nítidas como recentes acontecimentos

Ora opacas com sinais de envelhecimento

As sombras crescem e se esticam  compridas e lentas

Como um entardecer sem fim

Deixam um rastro de tristeza e saudade

Na estrada marcada por pequenos passos de solidão

Enquanto espero o agilizar das horas e o encurtar do caminho

Vou regando nossas lembranças

Cultivando-as com carinho

Há de crescerem em rama e flor

E o sol, enfim,  romperá as sombras

No ímpeto  de beijar as flores e iluminar o jardim

Nesse raiar reluzente

O ponteiro das horas

Esquece toda a demora

De um tempo ausente

E tu vens apressado, abraçar-me apertado

E a encurtar a distância entre dois corações

 

 

 

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