Desídia

Branco

Tão branco véu a cobrir  sonhos brandos

De alguém que nem mesmo sabe o que sonhou

Longe nos sonhos sonhantes

Uma alma  de  vestido branco

Desliza suavemente ao encontro de quem?

Um olhar anuviado caminha sem sentir os passos

Palavras são ditas repetidas

Distantes do coração

Cerram-se olhares  ao fechar  as cortinas  do cenário inventado

Sorriso discreto abraça as vozes, que tantas são.

Tantas são as gargalhadas,

Passadas apressadas

Aonde vão?

Há uma boda

Uma noite de núpcias

De quem?

E o branco vestido florido

Véu e grinalda

Desfazem-se  no chão

Testemunhas de um sonho que chora

Por alguém que não sabe o que sonhou.

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