Nasce o professor

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Certa vez, Deus despiu-se de sua santidade

E desceu à Terra feito sopro de vento

Ora em forma de borboleta pelos campos a voar

Ora como um brinquedo de menino

Pipa de papel dançante no ar.

Visitou cada aldeia, vila, ruela e rio.

Pousou em todos os corações

Falou língua de gente e de bicho

Foi num tempo em que ninguém desenhar as letras sabia

E as gentes daquele tempo rodeavam-se a conversar ao fim do dia

Jovens, crianças, anciãos

Desenhavam ao vento, riscavam o chão.

Deus, feito homem moço

Viu e ouviu aquele jeito  de ensinar

E botou no pensamento uma ideia de fazer gosto:

Juntou a dança das borboletas em ramos de flor

A melodia dos passarinhos

A luz do sol

A essência do amor

A doçura de uma mãe

E o conhecimento  de um sábio.

Colocou tudo isso num pote mágico, numa pequena barca a velas,

E na calmaria  azul, onde não mais se sabe se é céu ou mar

Soprou um sopro suave e doce.

E as ondas fizeram a mistura se abraçar.

Depois, Ele sorveu a bebida direto ao coração.

Feito beija flor,  esvoaçou o mundo todo

E, em cada vila que pousava,

Gotejava um pouco deste mistério.

De flor em flor, com a mistura sagrada,

Nascia o magistério.

E, então, Deus na sua infinita bondade e amor

Voltou aos céus, deixando na terra O PROFESSOR.

Aparecida Dias

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2 pensamentos sobre “Nasce o professor

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