Ciúme

Aquela carta dobrada  amarela e marcada pelo tempo

Ainda guarda o perfume de quem eu não conheci.

As marcas que o tempo deixou no papel, talvez estejam também ti.

Esta carta amarela traz tanta recordação…

Os beijos que  em palavras saltam das páginas tão antigas

Talvez os sintas tão doces como mel.

Recordas o passado a folhear o velho papel.

Tenho ciúme da carta escrita a tinta de caneta

Tenho ciúme da fragrância que invade no ar sempre que a desdobra devagar

Por isso peço-te que esqueças

Guarda os beijos que já não são teus

O perfume que não é meu

Olha nos meus olhos

Tenho ciúme de ti

Não traz o passado para perto de mim

Nem tão pouco o colocas feito muro entre nós.

Guarda esta carta em baú de lembranças passadas ou atira-a ao mar

Abraça-me.

Beija-me sem mais demora.

Antes que o tempo passe

E faça amarelar o sentimento que tenho por ti

Que exale o perfume

E cesse nossos beijos.

Vem. Junto a mim é o teu lugar.

Envolve-me nos teus braços

Acolhe os meus abraços

Ainda há tempo de amar.

Aparecida Dias

 

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