Amor ao vento

Gosto  de pensar em ti quando sopra o vento.

Sinto tuas carícias a emaranhar os meus cabelos,

A tocar o meu rosto e acariciar o meu corpo.

De um jeito bastante atrevido, levanta-me o vestido e deixa-me atrapalhada.

Fecho os olhos para sentir-te perto de mim.

Deito-me na grama verde e macia com cheiro  de sumo de capim fresco.

Aconchego-me

Tu estás no vento a tocar-me.

Tu estás em mim.

Abraço o vento e seguro-te  junto ao meu peito

Beijo-te a balbuciar teu nome.

Prendo-me à terra com unhas de pantera na intenção de prender-te a mim

Mas a terra esvai-se entre os meus dedos, a fugir devagarinho com se tivesse medo.

O vento envolve-me, abraça-me, prende-me ao chão.

E a cambalhotar, ergue-me  a dançar  e a sussurrar uma canção de amor

Já cansado de fazer estripulias, rodopia devagar

E devagar o vento despede  desse encontro  diferente

E  vai –se lentamente

Ficam as tuas marcas:

O cheiro de capim,

O suor do meu rosto,

O cabelo solto,

O vestido amarrotado,

Os olhos molhados…

Ah, vento que amo.

Vento: Puro sentimento.

Mal chegou e já se foi, tão depressa assim?

Abre caminhos  nos ares,  sobre as nuvens e mares…

Vai. Longe e ligeiro vai

Leva um pouco de mim.

Aparecida Dias

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