PRISÃO

Sala sombria

Paredes  salpicadas a mofo.

Ambiente sem luz…

Intenso vazio…

Deixo-me neste estar  sem fazer

Nesta inércia flutuante que domina o meu ser.

Onde se encontram as chaves?

Quero sair, mas as portas não abrem

Lá fora há luz, há primavera

Cá dentro inverno constante

Calmaria sem paz

Angústia que dói.

Quero correr, quero gritar, mas não tenho voz

Tirem-me as amarras

Quero sair desta caixa.

Quero asas de voar, quero me encontrar.

Onde estão os meus sonhos?

De que cor eles são?

Qual ritmo sabem dançar?

Que língua sabem falar?

Aqui às sombras, tudo é triste, tudo é frio

Os sons, que vêm de algum canto não têm encanto

E  cortam como lâminas afiadas

E dilaceram meu coração que sangra e chora um choro em vão.

Que grita um grito sem voz

Que fala palavras mudas.

Olhar triste  num espelho insensível que julga sem piedade

E aponta  a  ferida marcada,  o rosto sem cor  desta pouca idade

Quero  a cor da  vida

Quero a doçura do amor

Ainda existe a  esperança que bate à porta  com a chegada do sol

Onde estão as chaves?

Aparecida Dias – 15/11/2014

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